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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

APRENDENDO A AMAR





Você sabe amar? Eu estou aprendendo.
Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam.
Quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas.
É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam.
É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo.
Estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a escutar, escutar com os olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos.
Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras corriqueiras, superficiais;
Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vangloria exagerada.
Descobrir a dor de cada coração.
Aos poucos, estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a perdoar.
Pois o amor perdoa, lança fora as magoas, e apaga as cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravaram
no coração ferido.
O amor não alimenta magoas com pensamentos dolorosos.
Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração.
O amor perdoa, esquece, extingue todos os traços de dor no coração.
Passo a passo, estou aprendendo a perdoar, a amar.
Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vidas.
Valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras
vividas ao longo dos anos.
Estou aprendendo a ver, nas pessoas a sua alma e as possibilidades que Deus lhes deu.
Estou aprendendo. Mas como é lenta a aprendizagem!
Como, é difícil amar, amar como Cristo amou!
Todavia, tropeçando, errando, estou aprendendo...
Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, meus interesses, minha ambição,
meu orgulho quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém!

POR ROGÉRIO ALVES GODOY

COMO SER BOM?




Como demonstrar amor ao próximo?
Às vezes, marcamos uma data e vamos visitar um asilo.
Preocupamo-nos em levar coisas para os idosos: doces, frutas, guloseimas.
E vamos distribuindo, de mão em mão, meio às pressas.
De outras vezes, deixamos de ir porque dizemos não ter dinheiro para comprar algo para levar.
Como chegar de mãos vazias?
Nem pensamos que, para aquelas pessoas solitárias, quase sempre esquecidas dos familiares, o mais importante
é alguém se dar.
Isto significa segurar suas mãos, levar uma tesourinha e cortar suas unhas e lixá-las.
Tomar de um pente e escova e fazer um penteado diferente.
Amar o próximo é servi-lo onde se encontra, na circunstância que se apresente.
Ceder o lugar no ônibus é sinal de urbanidade.
Mas, convidar o idoso, deficiente ou a mãe com o bebê ao colo a se sentar, com um sorriso nos lábios e uma frase sugestiva,
como: "sente-se aqui.
"Ficará mais confortável" é amor ao próximo.
Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer.
É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes.
É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.
Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.

POR ROGÉRIO ALVES GODOY

FAXINA NO CORAÇÃO



Há algumas semanas atrás, transitando pela nossa cidade, percebi que em todas as ruas havia uma enorme quantidade
de entulhos de construção, galhos de árvores, móveis velhos ou quebrados, etc.. todos amontoados nas portas das casas.
Foi o pronto atendimento da população ao apelo da Prefeitura para se mobilizaremna "Semana da Faxina".
A adesão foi algo admirável!
Com aquele quadro fiquei pensando de como todos nós acumulamos, guardamos lixo,
coisas emprestáveis dentro de nossas casas, nos quintais,... Impressionante!
Mais impressionante ainda pelo fato de que o evento da faxina acontece todos os anos e há muitos anos.
Minha imaginação foi mais longe e pensei numa foto aérea de tudo aquilo.
Lixos e mais lixos em todas as ruas fazendo com que o trabalho dos funcionários municipais, mesmo sendo
tão eficiente e organizado, quase não fosse cumprido na íntegra ás datas de retiradas agendadas.
O lance da foto aérea me levou mais alto ainda.
Fez-me imaginar Deus olhando para o mundo e vendo o lixo que o homem acumula em seu coração.
Eles têm sido egoístas, incorretos, impuros, hipócritas, orgulhosos, arrogantes, soberbos, desprovidos
de amor a Deus e ao próximo.
Todos os dias eu escuto alguém dizer:
"Está difícil!", ou "A vida está complicada!!", ou então, "Estou empurrando a vida!"
Como está complicado o ser humano, como estão complicados os relacionamentos!
Quantos problemas, quanta tristeza nos corações, quantas pessoas deprimidas!
Quantas doenças!!
Quantas situações, aos nossos olhos, sem solução!
Qual é a saída?
Deus me ensinou algo nesse dia.
O primeiro passo para alcançar uma vida melhor, mais frutífera é tomar uma atitude sábia:
fazer uma limpeza interna, uma verdadeira faxina no nosso coração, na nossa alma.
Jogar fora o ódio, a mágoa, o rancor, o desânimo, a angústia, a insatisfação.
Lançar tudo isso aos pés de Jesus.

POR ROGÉRIO ALVES GODOY

Jesus, de puro Amor...




Já nasceste como Deus,
Sacrossanto Pequenino,
Trazendo a fraternidade,
Astro de pura bondade,
Um Ser de luz...
Deus-menino!
Foram Teus ensinamentos,
Quando Homem peregrino,
Mostras do Amor em essência,
Porta-voz da Providência,
Lume de nosso destino...
Hoje, em horas incertas,
Na alegria ou desatino,
Eu Te encontro em minhas preces,
Pois sei que nunca me esqueces,
Jesus, meu Mestre Divino!
És o raio da esperança,
És consolo dos aflitos,
A estrela da manhã,
Os clarões do arrebol...
À noite estás comigo
Nos meus sonhos mais bonitos
E me alimento em Teu Amor
Da aurora ao pôr-do-sol...
Diante de Ti, Senhor,
O meu coração inflama,
És alegria e bonança,
Sublime e divinal...
Ao servir-me do Amor
Que Tua presença emana,
Eu me sinto imergir
Numa paz celestial!

POR ROGERIO ALVES GODOY

terça-feira, 30 de novembro de 2010

DESCUBRA O NOVO

Quando uma pessoa chega diante do mar pela primeira vez, fica impactada pela beleza e pela força que vê diante de si.
Já quem mora de frente para a praia, olha e não vê, vê e não enxerga, enxerga e já não sente mais nada...
Quando um turista desce no aeroporto da cidade desejada, quando vê monumentos e ruas que antes só via na TV, quando percorre ruas que antes eram sonhos, fica entusiasmado, tira milhares de fotos, compra postais e jura que um dia vai voltar.
Quem mora ali mesmo, ás vezes quer até se mudar...
Quando alguém se apaixona por uma pessoa, move mundos e fundos para conquistar.
Faz coisas que parecem ridículas, contém seus vícios, fala manso, ri muito, capricha nas roupas, cerca a pessoa de todas as formas.
Depois de algum tempo da conquista, se transforma, já não beija mais como antes, não leva flores, nem bombons, esquece até de mudar de roupa, e por fim, esquece do amor que nunca existiu...
Por isso, antes de encantar-se com o fim da viagem, curta a estrada e seus contornos.
Antes de comer a comida saborosa, cheire seus odores, aprecie a arrumação no prato, coma devagar e aprecie cada sabor.
Antes de terminar o relacionamento, examine-se, será que o que você cobra tanto, você oferece?
Antes de sair do emprego pergunte-se: será que fiz o melhor pelo ambiente?
O encanto está nos nossos olhos, o desencanto em nossos corações.
Por isso, deixe-se levar pela emoção todos os dias, descubra o novo no velho, e faça de cada dia, uma novidade pelos detalhes amorosos do seu ser.

POR ROGÉRIO ALVES GODOY

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PIPOCAS DA VIDA




Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou:
vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Deus é o fogo que amacia nosso coração, tirando o que nele há de melhor!
Acredite que para extrairmos o melhor de dentro de nós temos que, assim como a pipoca, passar pelas provas de Deus.
Talvez hoje você não entenda o motivo de estar passando por alguma coisa...
Mas tenha certeza que quanto mais quente o fogo, mas rápido a pipoca estoura.

POR ROGÉRIO ALVES GODOY

VEJO AMOR EM TUDO




VidaÉ o Amor existencial.
Razão: É o Amor que pondera.
Estudo: É o Amor que analisa.
Ciência: É o Amor que investiga.
Filosofia: É o Amor que pensa.
Religião: É o amor que busca Deus.
Verdade: É o Amor que se eterniza.
Ideal: É o Amor que se eleva.
Fé: É o Amor que se transcende.
Esperança: É o Amor que sonha.
Caridade: É o Amor que auxilia.
Fraternidade: É o Amor que se expande.
Sacrifício: É o Amor que se esforça.
Renúncia: É o Amor que se depura.
Simpatia: É o Amor que sorri.
Altruísmo: É o Amor que se engrandece.
Trabalho: É o Amor que constrói.
Indiferença: É o Amor que se esconde.
Desespero: É o Amor que se desgoverna.
Finalmente, o ódio que julgas ser a antítese do Amor,
 não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.
POR ROGÉRIO ALVES GODOY